Motta, José Cunha; Motta, Maria da Conceição Cunha
- PT/AUEVR/JOSMOT
- Família
Motta, José Cunha; Motta, Maria da Conceição Cunha
Mota, Luís Maria de Lencastre Teixeira da
Galerista, proprietário da "Galeria Gilde" (Guimarães, São Torcato).
Mota, João [Maria de Lencastre] Teixeira da
Licenciado em Direito, foi diplomata entre 1972-1989, tendo abandonado a carreira para se dedicar à cultura, arte e literatura. Em 1992 dá início à composição de pequenas encenações, mundos em miniatura, os Jardins Mágicos que apresenta na "ARCO" de Madrid, na Sociedade Nacional de Belas Artes e também, com apoio da Fundação Oriente, no Japão, Macau e Coreia. Viveu na Colômbia e nos Estados Unidos, prosseguindo, com novas técnicas, as exposições de Jardins Mágicos. Regressa a Portugal em 2010, fixando-se em Lagos em 2018.
Mota, Francisco Maria de Lencastre Teixeira da
Natural de Lisboa, licenciado em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, exerce como advogado desde 1982. Colunista e advogado do jornal "Público" desde a sua fundação em 1990. Em 2000 patrocinou causa que resultou na primeira condenação do Estado Português por violação da liberdade de expressão, consagrada na Convenção Europeia dos Direitos Humanos, a que se seguiram outras bem sucedidas causas no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos em defesa de jornalistas condenados nos tribunais portugueses. Foi membro da Direção do Fórum Justiça e Liberdades e um dos Fundadores do Fórum Penal. Integrou o grupo de peritos do Conselho da Europa para os Direitos dos Utilizadores da Internet.
Mosteiro e Basílica do Sagrado Coração de Jesus (Estrela, Lisboa)
Fundação resultante de voto expresso por D. Maria Francisca, mulher do Príncipe D. Pedro, em 1760, de edificar uma igreja e mosteiro para as religiosas de Santa Teresa de Jesus, dedicados ao Sagrado Coração de Jesus. Cedidos os terrenos para a nova construção pelo Príncipe D. Pedro, só em 1777, com a subida ao trono da rainha D. Maria I, o projecto pôde avançar, confiado ao arquitecto Mateus Vicente de Oliveira (1710-1786). Aprovado o projecto em 1779, foi no mesmo ano lançada a primeira pedra, sendo as obras confiadas à direcção de Reinaldo Manuel dos Santos (1740-1790). A rainha obteria de Pio VI a autorização para dedicar a nova igreja ao Coração de Jesus, constituindo-se assim o primeiro templo no mundo com esta invocação. A basílica seria sagrada a 15 de Novembro de 1789. A comunidade conventual foi extinta em 1885.
Mosteiro do Santíssimo Sacramento e Luz de Montemor-o-Novo
O beatério tem origem numa irmandade instituída por piedosos habitantes de Montemor, na ermida de Nossa Senhora da Paz, em 1578. Seis anos depois, obtendo um novo terreno, no rossio das Portas do Sol, doado pela câmara e confirmado por provisão régia de Filipe II de 6 de Agosto de 1582, dá-se início à construção do templo e anexos, os quais são inaugurados no dia 10 de Julho de 1585. As diligências da irmã Catarina do Nascimento junto da corte régia promovem a ampliação do edifício. Em 1749, obtém-se licença para a fundação do recolhimento religioso, ficando as beatas sujeitas à administração da Misericórdia até 1780, data em que, por diploma de 11 de Junho, se ligam à obediência ao Ordinário, cumprindo os estatutos aprovados pelo Santíssimo Sacramento do Louriçal. A irmandade de Nossa Senhora da Luz, que possuía avultados bens, governa o “reformatório” até Abril de 1878, ano em que, com a morte da última regente, Inês Clara do Sacramento, o Estado toma posse do edifício.
Mosteiro do Salvador de Lisboa
Mosteiro fundado em 1392 por D. João de Azambuja, então bispo do Porto, que obteve licença apostólica, por bula de Bonifácio IX de 13 de Março de 1391, para transformar a igreja do Salvador num mosteiro de religiosas dominicanas e recebeu do rei João I, nesse mesmo ano, o padroado da respectiva igreja. O mesmo bispo elaboraria, em 1396, as Constituições que deveriam reger o cenóbio, integrado desde a fundação no âmbito da observância dominicana, com prescrição de estrita clausura e de sujeição aos Pregadores, segundo os Estatutos da Ordem e o costume ou modo de viver do mosteiro de S. Sisto de Roma. Duramente afectado pelo terramoto de 1755, o mosteiro manter-se-ia activo até 1884, ano em que, por morte da última religiosa, se procedeu à extinção da casa e à nacionalização dos respectivos bens.
Mosteiro já existente em 1525 como recolhimento de terceiras regulares, fundado por D. Joana da Gama, filha primogénita de António da Gama, numas casas da sua família. Demolido o edifício chamado do "Salvador Velho", em 1558 (ou 1567?), por ordem do Cardeal D. Henrique com vista à erecção dos edifícios da Universidade, as religiosas, excepto duas (soror Leonor da Silveira e soror Constança Barrosa, que se recolhem ao convento de Santa Clara), vivem em casas particulares até à construçãode um novo edifício. Entretanto, morre a fundadora, que é substituída por D. Catarina de Aguiar. Esta, com o apoio da sobrinha,D. Maria de Aguiar, coadjuvada pelo padre jesuíta Luís Álvares e pelo arcebispo D. Teotónio de Bragança, também ele jesuíta, estabelece a comunidade, recebendo do arcebispo o palácio dos Camões, para onde se mudam em 1590. D.Teotónio obtém dopapa a bula para a sua fundação, passando a professar a regra de Urbano IV e manda vir do mosteiro de Santa Marta de Lisboaquatro religiosas para as instruir e organizar. Uma destas freiras será a primeira abadessa, Margarida de Santa Marta, que, maistarde, funda o mosteiro do Torrão. Dele saem as fundadoras do mosteiro da Castanheira. Em 1605, voltam a mudar de lugar e a nova igreja é dedicada em 1611. A extinção do cenóbio efectiva-se a 8 de Outubro de 1886, por morte da última religiosa.
O Mosteiro de Santa Helena do Monte Calvário, conhecido popularmente por Convento do Calvário, é fundado em 29 de Maio de1565, pela Infanta D. Maria, filha mais nova do Rei D. Manuel I. As freiras deste mosteiro vivem sempre em grande pobreza, nele se conservando ainda o célebre Sino da Fome, que as pobres freiras tocavam quando em momentos de grande penúria apelavam à caridade do povo eborense. Aqui vive enclausurada durante alguns anos, por ordem do Marquês de Pombal, D. Isabel Juliana de Sousa Coutinho, porque se recusara a casar com o filho do Marquês. Extinto a 7 de Setembro de1889, devido à morte da última freira, a abadessa Maria José.
Mosteiro do Bom Jesus de Viana do Alentejo
Mosteiro com origem em beatério fundado por D. Brites Dias Rodovalho junto à Rua do Poço Novo em 1548, autorizado por licença do arcebispo de Évora, o Cardeal Infante D. Henrique, a 1 de Fevereiro de 1550. Em 1553, depois de obter licença do prelado de Belém para a sua comunidade seguir o instituto dos Jerónimos, D. Beatriz solicitou a Roma autorização para a nova fundação. No mesmo ano se dariam as primeiras profissões monásticas e se iniciariam as obras do novo mosteiro,situado fora da vila, no Rossio, junto às hortas da Fonte Coberta, concluídas possivelmente ainda no século XVI. Único mosteiro de monjas jerónimas no território português, regia-se pelas Constituições de S. Jerónimo de Lupiana, na sujeição ao prelado eborense. Foi extinto em 1902, com a morte da última religiosa.