- PT/AUEVR/MARMEL
- Pessoa singular
- [1940?-]
Diretora comercial da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e responsável pela Galeria de Tapeçarias de Portalegre.
Diretora comercial da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e responsável pela Galeria de Tapeçarias de Portalegre.
Mello, Fernando Ribeiro Bento de
Natural do Porto, foi editor e declamador de poesia. Instalado em Lisboa no início da década de 1960, fez amizade com Mário Cesariny, Luiz Pacheco, Natália Correia e outros intelectuais. Fundou em 1965 a Edições Afrodite, pequena editora de vanguarda que se destacou tanto pela qualidade das publicações, nomeadamente na escolha dos colaboradores (tradutores, ilustradores e antologistas), como pela edição de obras ao tempo proibidas, envolvendo o editor em processos judiciais.
Proibidas pela censura, A Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, sob coordenação de Natália Correia e A Filosofia na Alcova, do Marquês de Sade, valeram-lhe a condenação por crime de abuso da liberdade de imprensa. Recuperou ainda, sendo em Abril de 1974 um pequeno editor de sucesso. Em 1981 processou o Estado pela intervenção no caso "Bloco-Expresso", acusando-o de ter levado a Edições Afrodite à falência, causa que foi decidida a seu favor 10 anos após a sua morte.
Escultora, poeta e tradutora, natural de Matosinhos. Cedo manifesta interesse pela escultura, iniciando estudos no Porto que prossegue em Lisboa, em 1949, onde estabelece amizade com Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas, assistindo ao aparecimento do grupo surrealista, movimento ao qual fica ligada. Fixa-se em Paris em 1950, faz estudos superiores na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e na Sorbonne. De regresso a Portugal entre 1971-1977, abre a Sociedade Correia e Meyrelles, Lda. com Natália Correia e juntas dirigem O Botequim, no Bairro da Graça, em Lisboa. Expõe individualmente e participa em mostras coletivas em Portugal e no estrangeiro, cria esculturas e objetos surrealistas, alguns dos quais a partir de desenhos de Cruzeiro Seixas. Fez trabalhos de tradução para a Secretaria de Estado da Cultura e para o Instituto Português de Cinema, entre 1976-1978, traduz Jorge Amado, José Régio, Mário Cesariny, Vitorino Nemésio, entre outros, tendo também obra poética publicada. Foi distinguida com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada em Junho de 2009.
Engenheiro de formação, esteve em cargos executivos no Banco Português do Atlântico, no Banco Português de Investimento, na Fundação Cupertino de Miranda e na Lusotur, SA., entre outros. Ligado por parentesco à família Arthur Cupertino de Miranda, era irmão de Isabel Meyrelles (Maria Isabel Sobral Meireles). O seu nome ficou associado ao Museu da Fundação e ao Centro Português de Surrealismo, para cujo espólio deu significativo contributo, nomeadamente por doação de obras da coleção de Cruzeiro Seixas, a este adquiridas.
Pintor, escultor, ceramista e escritor moçambicano. Fez estudos na Escola de Artes Decorativas Mouzinho de Albuquerque, em Lourenço Marques/Maputo, obteve bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian para estudos no Egito (1976) e de técnica de cerâmica em Perugia, Itália e Londres (1977). Fixou-se em Portugal, abriu atelier em Alfama, em 1981, fundou a Associação Moçambique Kultural em 2002. Regressou a Moçambique em 2004, deu aulas de formação em cerâmica e vidro e colaborou com o Banco Mundial no projeto de reativação da cerâmica moçambicana.
Fez estudos de farmácia, sem nunca exercer. Dedica-se à tapeçaria desde 1977, integrou o Grupo 3.4.5. - Associação de Tapeçaria Contemporânea Portuguesa, tendo participado em mostras e exposições de tapeçaria nacionais e internacionais.