Seixas, Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro
- PT/CRUSEI
- Pessoa singular
- 1920-12-03 - 2020-11-08
Seixas, Artur Manuel Rodrigues do Cruzeiro
Seixas, Lutero Sousa do Cruzeiro
Pai de Cruzeiro Seixas. Filho de Arthur Avelino do Cruzeiro Seixas (1871-1944) e Júlia de Sousa e Sá (1863-1920?), casou em 1919 com Maria Rita Andreia de Figueiredo Rodrigues.
Seixas], Maria Júlia [Sousa do Cruzeiro
Irmã de Lutero Sousa do Cruzeiro Seixas, filha de Arthur Avelino do Cruzeiro Seixas e Júlia de Sousa e Sá.
Seixas, Maria Rita Andrea de Figueiredo Rodrigues
Mãe de Cruzeiro Seixas. Filha de Manuel José Rodrigues e Mariana [Deocleciana] de Figueiredo, casou em 1919 com Lutero Sousa do Cruzeiro Seixas.
Foi um pintor, gravador e escritor nascido em Basileia, naturalizado americano em 1951. Frequentou a École des Beaux-Arts em Genebra e a Accademia di Belle Arti, em Florença. Viajou para Paris em 1929, onde fez as primeiras exposições e estabeleceu contacto com os surrealistas, membro do grupo em 1937, veio mais tarde a ser afastado por divergências com André Breton. Com a eclosão da II Guerra Mundial, partiu com a mulher Arlette Paraf Seligmann para Nova Iorque em 1939, tendo auxiliado outros artistas a emigrar para os Estados Unidos. Interessou-se também pelo design, criando cenários e figurinos para bailado (para George Balanchine, Martha Graham e Hanya Holm), pela magia, ocultismo e folclore, tendo lecionado em prestigiadas instituições americanas. Foi membro importante nos círculos culturais americanos, mestre e mentor de outros artistas.
Em 1983, foi fundado o jornal Semanário por figuras como Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Proença de Carvalho e José Miguel Júdice, entre outros. Destacou-se pela sua abordagem política de direita e pela promoção do pensamento económico liberal ou neoliberal em Portugal, influenciado por intelectuais dos Estados Unidos e do Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD de Fontainebleau).
Uma das inovações do Semanário foi a rubrica social "Meia Desfeita" que assinalou uma mudança cultural pós revolucionaria por destacar os eventos sociais das elites da sociedade portuguesa. Esta evoluiu para uma revista, a Olá! Semanário, suplemento do jornal (1986).
O jornal e a revista foram marcos na transformação sociocultural de Portugal nos anos 80. O jornal foi encerrado em 2009, após ser adquirido por Rui Teixeira Santos.
Escultor e pintor, natural de Hamburgo, fixou residência em Portugal em 1932.